Novos paradigmas @ Redes sociais & News

Produtividade já foi uma questão que discuti bastante por aqui. Por exemplo, esse post contém alguns pensamentos soltos, e esse outro algumas guidelines para o Facebook.

Apesar de tudo, essa não é a única questão para a qual temos que abrir nossos olhos. Parando para refletir um pouco, se você se imaginar há 3 anos e comparar o seu eu ao eu atual, você irá notar que a forma com que a internet entrou em sua vida e passou a fazer parte dela, de modo intrínseco, é uma metamorfose absurda. Naturalmente, se você está lendo esse post, então o que eu falei é uma suposição razoável para você.

A questão é: perdemos muito tempo vendo notícias e updates que não são essenciais para a nossa cabeça, nem para uma eventual tomada de decisões. Claro que alguns updates são importantes, e outros são relacionados a pessoas que você gosta de seguir / acompanhar, de modo que não acho que valha a pena você ficar 100% sem adquirir informação nenhuma simplesmente porque a Information Overload te dominou. Por outro lado, tentar acompanhar tudo é uma tremenda perda de produtividade.

Então, motivado por essas coisas, vou tentar mudar alguns de meus próprios paradigmas em relação às redes sociais. Naturalmente, vou compartilhar algumas coisas que soam como boas práticas, e que possivelmente você também poderá querer adotar.

1 – Deprecated. Usei o hostsblock durante uma semana (é só para Linux). Ele realmente bloqueia todos os domínios que você especificar, mas isso acaba tendo a desvantagem que eu mencionei antes: bloquear 100% não é uma solução ótima.

2 – Deprecated. Também cheguei a usar esse add-on na época que usava Firefox. Mesmo comentário que o anterior.

3 – Recentemente um add-on do Neal Wu para Chrome ficou bastante popular. Fiquei bastante feliz tanto pelo que o add-on se propõe a fazer (não é um bloqueio de 100%!), quanto pela pessoa que o desenvolveu (dica: é um cara bastante inteligente). E o melhor: ele é open source, de modo que você pode tentar adaptá-lo para bloquear outros sites também!

Agora chega de software, vamos às boas práticas.

4 – Sempre que você ver um link da categoria funny, “engraçadinho”, “legalzinho”, NÃO O POSTE. Seus amigos não precisam ver isso. É, isso inclui a categoria “reddit” também. Quem gosta do reddit vai ler coisas lá, eu não preciso ficar compartilhando o post do dia do reddit que mais gostei na minha timeline. Isso se aplica principalmente ao 9gag e similares. Eu detesto esse tipo de sites (9gag, não reddit), mas ainda assim vejo compartilhamentos sobre isso o tempo todo. Dica: já dei unfollow na maior parte das pessoas que compartilha sobre isso, mas parece que é algo viral, em todo o canto aparece mais uma.

5 – Boas plataformas para compartilhar links, GIFs e firulas? Tumblr! (Eu não tenho um…).

6 – Utilizar agregadores de feed (RSS ou não) para juntar as notícias que você quer ver é uma ótima prática. Baseado em RSS, atualmente eu uso do CommaFeed. O Reader do WordPress também pode ser razoável (ele também funciona para RSSs que não estão no WordPress).

7 – Eu procuro evitar entrar diretamente em portais de notícias (ainda mais se forem grandes portais de notícias. Prefiro receber as principais notícias de forma descentralizada. Bons sites para isso incluem Reddit, Hacker News (@Ycombinator), Slashdot, Google News. O último não é bem descentralizado, mas reúne notícias diversas.

8 – Gosto do Pocket para reunir coisas para ler. Veja bem: ler tudo é overkill, mas algumas coisas valem a pena. No entanto, mesmo para essas últimas, nem sempre você vai querer digerir dado artigo em dado momento, então você o guarda para ler depois, é simples.

9 – Sobre redes sociais de fotos (atualmente, Instagram e Imgur, a meu ver): deixe as fotos dessas redes nessas redes! Isto é, não conecte a sua conta do Instagram com a sua conta do Facebook. Os seus amigos que não estão no Instagram provavelmente não têm nenhum interesse em ficar visualizando todas as selfies que você posta. Por outro lado, é razoavelmente provável que os seus amigos que estão no Instagram possam gostar de ver essas fotos. Então, a meu ver, conectar o Instagram com outras redes sociais é uma forma de narcisismo.

10 – Conectar o Twitter com o Facebook é uma questão a se pensar. Se você é uma daquelas pessoas que posta centenas de Tweets por dia, não faça isso, os seus amigos do Facebook não irão querer ler todos os seus tweets. Por outro lado, se você só posta alguns por dia (meu caso, ao menos hoje), talvez isso seja razoável. Não tenho certeza se é 100% razoável, porque a probabilidade de um único tweet ser relevante é bem pequena; por outro lado, talvez o conjunto de tweets seja relevante, tudo depende do contexto.

11 – Finalmente, a relevância das redes sociais está no conceito de comunidades. Se você compartilha uma coisa X que interessa à comunidade Y, então em geral as pessoas da comunidade Y vão ficar satisfeitas com X. Por outro lado, quando você compartilha X com todo o seu feed, é bem provável que apenas pouquíssimas pessoas achem X relevante. Assim, acho o conceito dos círculos do Google+ fantástico.

Essa lista poderia continuar de forma indefinida, mas acho que é mais prática do que teoria, então fico satisfeito com os itens anteriores.

E para finalizar, acho que o erro do News Feed do facebook é o seguinte: ele assume que você quer ver os updates de todos os seus amigos. Só que existe um problema fundamental nisso: não é só porque uma pessoa X é sua conhecida que você necessariamente quer ver todos os updates de X. Às vezes X é um colega de trabalho, ou de faculdade, ou um antigo amigo de escola, e você quer se manter conectado com X, não tem problema nenhum nisso; mas, isso não quer dizer que você queira ver os updates de X. Assim, na maior parte das vezes, um usuário médio do Facebook acaba vendo mais coisas que não o interessam do que as que o interessam.

O modelo do Twitter, ou do Google+ (por exemplo) é ligeiramente diferente: você só segue, por definição, quem você quer seguir – então você em suma não tem o direito de reclamar que a pessoa está postando futilidades, afinal foi você quem a seguiu, qualquer coisa é só dar unfollow nela. No caso do Google+ você só visualiza updates dos círculos que você quer (assim como só posta para os círculos que você quer).

Note que a única plataforma que não inclui nessa discussão foi blogs. Trato-a de maneira diferente. Quem sabe não falo sobre isso em um outro dia. Até a próxima.

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Novos paradigmas @ Redes sociais & News

Everything Orgmode (OR: orgmode everywhere)

I’ve just fallen in love with the amazing orgmode. What the hell is this? I talked about it before: it is a super add-on (mode) for Emacs, where you can organize, note and plan just every thing and aspect of your life. I’m not describing it here in more details; if you want to peek through its features, just access this page.

I’d just like to share some of my (current) usages of it:

  1. Once I published in this blog that “Favoritos são o terror” (something like ‘bookmarks/links are the worst’). Well, not anymore! Now I feel so much comfortable organizing my bookmarks with orgmode + version control (git). Before: I used to throw every bookmark in a different folder in my browser (that was both with Firefox and Chromium). My conclusion: this is so bad. Please just don’t do that. It is better to save nothing than to save everything. Now, storing my bookmarks in plain text and with version control, I have complete control of them. There is also a bonus: focus. By design (of orgmode), these bookmarks will not get into my way when they are not needed.
  2. I use orgmode to publish posts in this blog (this one is an example!), thanks to org2blog. Believe me, this is much faster than logging into wordpress and trying to format everything there. Of course, sometimes I still use the wordpress web interface. But org2blog is (by far) more comfortable, and faster.
  3. I’m beginning to convert every TODO list that I have scattered through everywhere into a few .org files. By adding these files to the org agenda I can easily keep track of every goal and things I have to do. This is boosting (for now, just a little, since I’m migrating my workflow) my productivity and fighting with my stress.
  4. Finally, my main motivation: I’m organizing and tracking my progress with a list of things to study using orgmode.

Once I asked myself if learning Emacs would be a wise choice. Today I can look back and say: yes, it was. Just for orgmode. Do not underestimate the powers of the unicorn.

Everything Orgmode (OR: orgmode everywhere)

Journal #14: Bloqueando {websites,ads,malware} no Linux

“For the sake of the productivity”, notas pessoais sobre o bloqueio de websites.

1 – A forma nua e crua: /etc/hosts

Um arquivo /etc/hosts típico é da forma

$ cat /etc/hosts
#
# /etc/hosts: static lookup table for host names
#
#<ip-address> <hostname.domain.org> <hostname>
127.0.0.1 localhost.localdomain localhost
::1 localhost.localdomain localhost

Para bloquear um novo site, basta redirecioná-lo localmente para localhost (=127.0.0.1). Por exemplo, para bloquear o Facebook, adicione a esse arquivo as linhas

127.0.0.1 facebook.com
127.0.0.1 www.facebook.com

1.1 Servidor local “nulo” para localhost

Mas essa maneira por si só é muito sem graça então, além de redirecionar para localhost, vamos fazer com que o usuário receba uma página “vazia”/”nula” ao tentar acessar esses websites. Mas isso é bastante simples, basta instalar um servidor local como o kwakd ou o pixelserv.

2 – Um pouco mais de estrutura, por favor

O programa hostsblock é excelente para isso. Veja a página oficial. Como um bônus, você ainda bloqueia malware e ads (na verdade, esse é o objetivo primário dele), isso no sistema inteiro, não apenas no navegador — por exemplo, se você quiser instalar um Adblock, geralmente tem que instalar individualmente para todos os seus navegadores. Estou utilizando-o recentemente, e o achei bastante bom.

Ele é bastante elegante (do ponto de vista de simplicidade de código) e extremamente funcional. Ao ser combinado com o dnsmasq, ele fica mais elegante ainda. Ao ser combinado com o cron, você tem uma lista de domínios a ser bloqueados que é atualizada periodicamente.

Se você quiser combiná-lo com o NetworkManager e tiver problemas com isso, esse post talvez seja útil.

Se você achou todos esses projetos relevantes, considere votá-los no AUR para que eles ganhem mais relevância.

Se você usa o Chromium…

OBS.: Se você utiliza o Chromium ou o Google Chrome, vai descobrir que ele é esperto e tenta contornar os websites que ele não consegue acessar.

Depois de bastante pesquisa, descobri a razão para isso.

O problema é que ele fazia DNS prefetching para agilizar o carregamento de algumas páginas (ainda não estou 100% certo disso, mas tudo indica que esse era o problema).

Foi difícil descobrir isso principalmente porque a maioria das discussões sobre o assunto se aplica apenas a versões antigas do Chromium (sabe, daquela época que ainda tinham dois botões, em vez de um só).

Happy blocking!

Journal #14: Bloqueando {websites,ads,malware} no Linux