[Status] Meus dois minutos de fama

E, depois de um ano escrevendo aleatoriedades nesse espaço, com um pouco de serendipidade finalmente meu blog apareceu em algum lugar, mais precisamente no semanal videocast bsdnow.tv (do Jupiter Broadcasting), mais precisamente em seu episódio 47, mais precisamente em torno de 1h07min da edição final do vídeo. O mais legal é que isso foi espontâneo (= eu não falei com ninguém do podcast, e o motivo de eu ter começado a escrever sobre FreeBSD foi bem por acaso mesmo) e que eu ouço regularmente alguns podcasts deles — não o BSD Now.

“E daí?” Pra você eu não sei, mas pra mim isso é mais um badge unlocked. Tais como meu primeiro PKGBUILD, meu primeiro pull request, meu primeiro hackathon e uma submissão em 2 minutos na maratona. É bastante bacana poder olhar para trás e percebi que eu alcancei essas coisas pelo menos uma vez. E é mais bacana ainda deixar isso tudo registrado aqui, com a minha emoção da época. Eu jamais conseguiria reescrever todos esses posts anteriores hoje com a mesma sensação que eu senti quando realizei essas coisas; são momentos únicos e especiais, principalmente por serem os primeiros. É claro que hoje eu já criei vários PKGBUILDs, submeti vários pull requests, etc. Mas o mais legal foi (é) sempre a primeira vez, quando a gente não sabe muito bem onde está pisando ou o que está fazendo, nem aonde aquilo vai dar.  É isso aí, e então espero poder desbloquear muito mais badges vida à frente e poder registrá-los todos aqui. See ya.

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[Status] Meus dois minutos de fama

[status] Hello, *nix server world!

So, after declaring I’m not into any Linux Desktop studies anymore, I now consider myself into the (*nix) Server world. You might remember I started a “server challenge” in this blog months ago. Well, forget about that; it’s useless. The typical concern of a future-system-administrator-myself  should not be focused in a typical “how to install apache everywhere: arch, debian, centos, opensuse, ubuntu”, but instead in a typical “which web server is best for each kind of situation?”.

I began studying the amazing — I will repeat –, A-MA-ZING, docker engine. I’m also reading a book by Jono Bacon which teaches a little MySQL and PHP. I’m more interested in a general basis of how these tools work: currently I do not intend to master any specific programming language or server tool (except, of course, Javascript — this one should be mastered by everyone).

Oh, I should also mention I’m using my custom and dear Gentoo to try these tools out. I will always be an Arch guy, but my Arch environment is too noisy right now, distracting me way too much. The advantage of using Gentoo is that I don’t understand 100% how portage/emerge works. I’m pretty comfortable with it right now, I know how to install packages, personalize my USE flags, query packages, etc, but I do not know how they work under the hood. I’m also using a simple Firefox (24, Extended Support Release) and do not intend to install Chrome here, neither be logged into facebook or google. Another “advantage” of using Gentoo over Arch is that I do not care too much about bleeding edge updates. Gentoo is still rolling release, which is awesome, but it is slightly more stable than Arch.

I also should mention that I finally moved my main terminal emulator to urxvt (my previous one was sakura) — this is Arch Community’s fault.

While I expose myself to these new tools — and World! –, I’m also refining and trying to discover what is  my best way of learning (and, when possible, sharing). This “challenge” thing is excluded from my list: it is amazing to share, but I myself do not learn that much. I find that writing casual blog posts (like this one) is a good way to settle down and share some conclusions and (general) experience. But I’m also searching for a better way of managing and organizing information (my college course has ‘information’ in its name, so this is my job!).

For references, I’m using my open-bookmarks repo in a relatively active manner. I do not include everything there: this would be cumbersome! But this was a good idea, I feel more comfortable writing down my references there — it is much better than scattering .txt and .org files everywhere through my filesystem. But I’m still searching for a good manner to take notes. Gists are awesome to collect snippets of code, but what about notebooks? I tried desktop (and on-line! Remember ‘PerrottaWiki’) wikis before, but they weren’t created for personal use. Well, if I find a better way to create (disposable) notes in an integrated manner, I’ll share it here.

What’s next? I expect to create a repository in my Github which will contain Dockerfiles. And let’s see what I’ll find about PHP+MySQL. I should probably find another free git hosting solution to host my “mini projects”, because I do not want to put temporary stuff into my Github.

Thank you for reading.

[status] Hello, *nix server world!

[Status]: Erro de sincronização no Chromium

Faz uns dias que noto que a sincronização dos meus favoritos no Chromium não estava sendo realizada corretamente. Com um pouco de investigação, descobri que o domínio clients4.google.com (utilizado para o servidor de sync, pelo menos no meu caso) estava bloqueado no meu Arch (adivinha por causa de que…).

Moral da história: cuidado, muito cuidado, com os seus próprios filtros.

OBS.: escreva chrome://sync-internals (ou chrome://sync) na barra de endereços e seja feliz.

[Status]: Erro de sincronização no Chromium

[Status]: 2^11 (aka 2048)

Ah, eis o hit dos últimos dias, um jogo simples, com um nome simples, com uma jogabilidade simples, e também com uma maneira bastante simples de agradar os first-timers. E não precisa de instruções, é bastante intuitivo, qualquer um pode jogá-lo (se você não achou ele intuitivo, então Houston, we have a problem!).

Uma leitura (ou releitura) atenta mostra que o simples é um aspecto bastante positivo aqui (e não uma forma de depreciação, como talvez desse a entender em outro contexto), definitivamente uma ótima aplicação do princípio KISS.

Você pode se perguntar porque eu estou postando sobre isso, e essa é uma ótima pergunta mesmo. Vejamos, eu compartilhei no meu Mural do Facebook pelo menos 3 vezes sobre esse jogo (em menos de uma semana), então isso significa que é algo que eu realmente achei bacana — veja bem, existe uma enorme diferença entre um jogo como esse ficar popular e outros jogos ficarem populares, digamos, uma diferença que dá muito mais orgulho do que ver o Flappy Bird ficar popular. E é realmente uma pena que o desenvolvedor original desse jogo não esteja faturando a mesma coisa que o desenvolvedor original do Flappy Bird faturava antes de retirar os seus apps das stores. É realmente uma pena.

Estou postando sobre isso porque eu realmente gosto de ver esse efeito de compartilhamentos em massa de coisas boas (vou deixar essa definição subjetiva). Considerando que a) tem tanta porcaria sendo compartilhada por aí e b) os compartilhamentos desse jogo realmente atingiram uma excelente expansão: vi desde vários shares nas timelines nas quais eu ainda não dei unfollow no Facebook, em vários grupos de lá, e em vários blogs e redes sociais por aí.

Sabe outro aspecto que é bastante legal de se ver? A criatividade de algumas pessoas. Vi várias versões derivadas desse jogo. Não vou tentar reencontrar (logo, postar) os links aqui, até porque a maioria deles eu já compartilhei, mas eis um mini index do que eu vi:

  • 2048 original, vanilla, simple simple
  • 2048-AI: um cara que usou um algoritmo de minimax e sei lá mais o que para tentar resolver o jogo automaticamente. Segundo ele, o algoritmo funcionava (= terminava o jogo) em ~90% dos casos (está no Stack Overflow a explicação dele, em algum lugar), bastante bom.
  • Outros limites: 4096, etc (nada criativo, mas pelo menos mostra que a pessoa já sabe mudar um número no código-fonte, infelizmente eu conheço muita gente que não saberia sequer fazer isso — claro que eu estou me referindo somente a pessoas que fizeram alguma disciplina de computação)
  • Uma versão com números de Fibonacci (depois do 21, nós começam a surgir na cabeça)
  • Uma versão com vários 1024 já preenchidos (¬¬)
  • Uma versão com emoticons (isto é, sem nenhuma indicação numérica). Não achei essa ideia trivial, utilizar figuras em vez de números, também é interessante.

Por sinal, acabei de descobrir que existe um aplicativo para Android do mesmo. Oh, não…e o desenvolvedor tem 19 anos (note que eu não usei a palavra somente (como em “somente 19 anos”). Bobagem. No mundo da programação, idade e limite estão em escopos diferentes).

Indie Games FTW.

(Não deixe de dar uma olhada no código-fonte… https://github.com/gabrielecirulli/2048)

[Status]: 2^11 (aka 2048)

[Status]

Pensamento aleatório: a verdade é que, desde o boom das redes sociais (você pode ler isso como: ‘Twitter’ e ‘Facebook’), o número de compartilhamentos de IMAGENS as quais contêm somente TEXTO explodiu. É sério, só texto. Tá bom, texto com um tipo de fonte mais decorativo (impact, comic sans, pode escolher) e maior. Eu não estou falando de tirinhas. Nem de imagens com algum propósito, apenas acompanhadas de alguma legenda. Estou falando realmente da arte de colocar texto numa imagem (leia: num fundo branco). Mentalidade típica: ‘hoje é um belo dia, quero compartilhar uma mensagem com meus amiguinhos; vou criar meu texto num programa de edição de imagens e compartilhá-la no feice’.

Às vezes, como uma insensata (inútil, damn) tentativa de ‘justificar’ a coisa toda, o texto vem também acompanhado de uma imagem genérica (exemplo? Grupinhos políticos — de esquerda ou de direita, não importa — que usam a imagem do Brasil para acompanhar seus textos — claro, porque faz muita diferença acrescentá-la para tornar a sua mensagem mais efetiva).

Isso, pra mim, é coisa de <insira uma regex aqui para dar match em todas as palavras relacionadas a idiotice>. (Tenho certeza de que alguém vai me indicar esse post quando eu resolver compartilhar texto em imagem também, vou ficar no aguardo.)

O pior é que, em geral, essas ”imagetextos” só compartilham flood, correntes, trivia, futilidades (não posso ser redundante também?), ou…promoções (aka Ads). Ultimamente eu vejo até mesmo algumas empresas se darem ao trabalho de escrever texto numa imagem apenas para divulgá-la como uma oferta de estágio, emprego, ou mesmo como uma promoção, por e-mail. Se fosse para imprimir, é claro que isso faria todo o sentido, banners everywhere. Mas, por e-mail? Sério mesmo? Esse é o mesmo tipo de lógica de enviar um documento de texto em formato .docx ou .jlwk. Não, não se trata de ódio ao Microsoft Word ou blablabla, é questão de portabilidade. Envia seu texto em plain text, em HTML (5, ou não), em PDF. Ou, se realmente for importante enviá-lo em docx, envie também em um outro formato relativamente universal (veja que eu nem falei nada de odt, não se trata de falar de formatos livres — não aqui –, se trata de formatos universais).

TEXTO EM IMAGEM:

  • consome uma banda adicional desnecessária (uma imagem com texto pesa mais do que só o texto. Se quiser ser irônico (na verdade, insolente), vai lá, cria a imagem em alta resolução, com 40 megapixels, com um fundo cheio de texturas.)
  • é um trabalho inútil do ponto de vista de quem envia a imagetexto (inútil para quem tem bom senso. Para a maioria das pessoas, na verdade, a probabilidade de elas lerem o texto se ele estiver numa imagem é maior do que de ler o texto se ele não estiver em imagem nenhuma. Se trata de destacar o texto, e de mexer com o fator psicológico no sentido de que ‘uma imagem causa menos esforço/cansaço mental do que um texto’ (não é? (mas o problema é que isso é inútil dum ponto de vista de payoffs <– a inspiração de utilizar essa palavra vem de teoria dos jogos))).
  • e só mostra o quanto o emissor está (insira_sua_sensação aqui, apenas tenha ciência de que ela tende para desesperado no limite tendendo ao infinito)

Pronto. Ah, eu deveria enviar esse post como uma imagem…

Está bem, como eu tenho alguns (poucos?) leitores sérios, vou dizer a eles que o propósito desse post foi mais o de uma reflexão (e também de ver como eu consigo argumentar contra algo inútil. Ah, e eu devo dizer que é mais útil fazer outra coisa do que ficar argumentando sobre isso, até porque quem envia essas imagens não liga mesmo).

Quando você tem contato com IRC, BBSs (bulletin board systems, AKA fóruns de discussão), websites reddit like, E-MAIL e similares (para completar essa lista eu só precisava dizer USENETs também…), é extremamente fácil perceber o quanto a web se futilizou (a menos que o contexto seja um portal como o 4chan — isso ainda existe?? –, ficar postando imagens que poderiam ser expressas como texto é algo tãaaaaao…aaaaargh) (e não, não me fale que uma imagem vale mais que mil palavras. Se fosse assim, você poderia pegar as mil palavras e acrescentá-las numa imagem. Aí a imagem ia valer 1000 ao quadrado palavras. E assim por diante, pronto, você tem uma imagem com valor exponencial, seja (in)feliz). Eu espero que você goste do meu excesso de parênteses, pois ao contrário de uma imagem, 2 parênteses valem mais que muitas palavras! (Programadores de Lisp concordarão freneticamente (ferrenhamente?).). Imagens à parte, você vai notar que no início desse blog (completei 1 ano, obrigado) eu postava imagens genéricas….shame on me

Valeu pessoal, esse post foi só para fugir um pouquinho de assuntos mais sérios. Vou ficar lisonjeado se você postar um comentário que seja uma imagem. Quer dizer, aaaaaaaaaaaaaaa.

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